Propostas para Promoção e Credibilidade Internacional dos Artistas Africanos
Introdução
A produção artística em Africa e inerente aos problemas Africanos, e por conseguinte, ainda carecemos de politica Artística, Educação Artística eficácia, Ciência de Arte em condições normais, promoção condigna dos Artistas, fundos sistematicamente criados e geridos por Arte, classificação de Arte, etc.
Nesse evento, vou começar por introduzir brevemente o espectador em realidade Angolanas para no fim expor as minhas propostas.
Definição das Artes em Angola
- Pintura cujo protagonistas são: recém-falecido Viteix, António Olé, Jorge Gumbe, Van, Matondo Alberto, Etona, Quissanga, António Gonga, etc.
- Cerâmica: Matondo Afonso, Lima, etc.
- Tecelagem: Marcela Costa, Dali, etc.
- Escultura: Rui Matos, Masongi Afo, Etona, etc
- Gravura: Álvaro Cardoso, Van, Kida, Jorge Gumbe,
Enquadramento Educacional
Em Angola leccionou-se os cursos de Artes Visuais no Instituto Médio de Industria, no Secretariado da Cultura, INFAC (Instituto Nacional de Formação Artística e Culturais), Escola Media de Artes Plásticas (albergada no INFAC), etc.
Os pontos Positivos:
- Formação dos Processionais e Formadores em Artes Plásticas
- Criação de UNAP (União Nacional dos Artistas plásticos) em 1977, teve elementos para sustentar as Artes Plásticas no País.
Os Pontos Negativos
- Devido a longa guerra angolana, registrou-se uma lentidão na valorização das Artes Visuais, sua Promoção, etc. quanto a expansão dessa formação.
- Falta de Politica Artística e Cultural para criar condições propícias para alargamento do ensino ate um nível superior.
Enquadramento Profissional
- Através da UNAP registrou-se aumento de membros apesar de uma mistura permissível de Profissionais, Semi-Profissionais, e Amadores bastante aplicados, etc. dum lado e de outro Homens de grande experiência, de Pouco experiência e principiantes
- Aparição de Autodidactas, a formação superior de alguns Membros da UNAP, etc.
- Através da BJAP (Brigada de Jovens Artistas plásticos) registrou-se movimentos promissores donde Etona, Vito Teixeira, Quissanga, e mais tarde Gonga, San Mateus, etc. destacaram
UNAP
- Notou-se uma expulsão de exposições colectivas e individuais
- A Internacionalização dos Artistas Angolanos nas Bienais quer de CICIBA como doutros países de outros continentes.
- Começou-se a emolduramento de alguns projectos sobre o Apoio dos Artistas Plásticos
- Participação de Angola na Bienal de Joanesburgo
- A Presidência da Republica começou a apoiar as Artes e Cultura (um tipo de mecenato)
- Ultimamente a Possibilidade de uma Trienal de Luanda
Angola – Africa – Mundo
1) Intercambio entre os Países
- Criar um “Interpol” das Artes Visuais ultrapassando os parâmetros continentais e aproveitando a experiência dos outros países ao insistir as nossas diferencias.
- Criar uma Bienal ou Trienal itinerante para melhor conhecimento dos Artistas de Continente a nível Internacional. E a propósito dos fundos, organigrama e feedback dessa Bienal/proposta, Funcionamento, caberá a um núcleo que junto com a assistência da União Africana de definir.
- Institucionalizar um Museu Continental Africano de Arte Contemporânea, ver a possibilidade de juntar a administração e politica desse Museu na Administração da União Africana ou SADC.
2) Estudo Universitário
- Criar as condições para Estudo das Produções em Africa, ver a possibilidade de canonização dos estilos e correntes nascidos em Africa e Africanos na Diáspora assim como dos Artistas de outros países cujas substâncias originam de Africa
- Ter uma Revista Cientifica para publicitar os trabalhos científicos supracitados. Essa Revista deve estar em colaboração com as Universidades, Museus e Galerias de outros continentes, nomeadamente Europeus (Ecole de Louvre, British Museum, Universidade de Lisboa, University of London, National Gallery, etc.), Americanos (Smithsonian Institution, Bóston University, Havard University, Agora Gallery, etc.), etc.
- Criar um Centro de Pesquisas em Estética, Filosofia de Arte dum lado e um Instituto de Formação Artística Superior, por outro lado.
3) Criação de Fundo Africano
- E necessário que se crie um Fundo para Apoio aos Artistas Africanos, tal como o faz o Presidente da republica de Angola, Eng. José Eduardo dos Santos para os criadores Angolanos.
-Serão aceites apenas aqueles que reunirão certas condições, para não banalizar o prestígio que se vai criar.
- O Fundo será constituído por contribuição de cada país e poderá ser controlado por um Banco Continental ou Internacional
Conclusão: Criar uma Comissão Continental para estudo de viabilidade dessa proposta.
António Tomas Ana ETONA
Artista Plástico
[1] Consoante a Conferencia, tratar-se-á de uma análise desde 1994 ate nossos dias.