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Etonismo e Liberdade

Etonismo na luta pela Liberdade dos Cincos Cubanos.
 
Expedi uma carta a 1) Cour Penal International, com cópias à 2) Amnistie Internationale, 3) Coalition For The International Criminal Court, 4) Cour International de Justice, 5) International Commision of Jurist, 6) Department of Justice US e 7) Department of Justice UK E nos passos a seguir, pretendo enfrentar as Universidades Cubanas e outras instituições onde defenderei a minha tese a favor da Liberdade e Direito a Vida, etc.
 
O meu objectivo é manifestar através daquilo que faço (arte), desta vez duma forma escrita. Para mais explicação, aqui está o resumo daquilo que foi enviado:
 
1.1.Liberdade
Os Iluministas teriam sabido e entendido os direitos inalienáveis de Homem tendo reflectido sobre a razão, a verdade dum lado e do outro, sobre a vida antes e depois. O que lhes levou a reflectir também sobre a morte antes e depois. Todos eles concluíram de maneira seguinte: os Direitos de Homem são inalienáveis: 1) Direito a vida: todos nós nascemos iguais, nas mesmas condições e realidades. Pois, ninguém poderá tirar vida a alguém; 2) Liberdade: nascemos livres e nada impedirá que manifestemos a nossa Liberdade que vem da Providência pois não de homem igual.
 
1.2.Etonismo e Liberdade
No século XVIII a revolução mental se expandiu; no século seguinte a revolução industrial mostrou quanto o pequeno cérebro detém o poder de criar forças mecânicas ultrapassando a força física humana. Já no século XX, o homem provou a sua capacidade de explorar o espaço, tornou pequeno a terra, e desafiou o incógnito. Durante esse tempo todo, a Liberdade evolui dum lado e atrasou de outro. E já que estamos no século XXI, qual é o lugar da Liberdade na vida humana?
 
Quanto mais usaremos a força, pouca será a possibilidade da continuidade humana. Razão pela qual quando trabalho as minhas esculturas sinto-me obrigado a manter as partes acidentais e combino-as com as rugas e tratamento liso. Duas ou mais pessoas podem viver junto somente quando estiverem em comum acordo. E para manter saudável o nosso planeta, a Liberdade através da Justiça parece o denominador comum que mais favorece a duração e contiguidade humanas.
 
A Justiça é a única medida de Liberdade humana variando de pessoas para sociedade, dos países para continente e dos continentes para globo. É frequente ver uma pessoa dominar as outras, ou um país avassalar os outros ou até um continente dominar o globo para manter, digamos assim, o equilíbrio dado que a hierarquia é o elemento essencial para isso. Aliás, Hobbes pensa que seria a única maneira de evitar a anarquia social, pois “o homem é o lobo do homem”. Portanto, a História ensina que quando os dominados ganham consciência, se insurgem depois de reunir condições e a revolução acontecerá naturalmente cedo ou mais tarde. O preço disso é sempre atormentante. Dos Impérios as Repúblicas, da Colonização as Independências registraram-se grandes destabilizações. Muitos morrem, alguns sobrevivem e do pouco surgem novas realidades. Tudo poderá voltar a normalidade somente quando a Liberdade é salvaguardada e mutuamente observada através da Justiça. Caso contrário, a selvagem leva a morte inelutável e irremediável.
 
Existem milhares de pessoas que estão por ai à morrer de fome, na guerra, das epidemias, por razões climáticas, etc. Enquanto vivas, essas pessoas são iguais às outras vivendo na tranquilidade e civilização, logo devem saborear de Direito a Vida, Liberdade também. Entre as calamidades acima citadas, a consciência humana manifestada através da ONU e Pacto Internacional dos Direitos Civil e Politico deve ser, penso eu, salvaguardada, respeitada e socializada para gerações vindouras. Ora, a chave é respeitar os Direitos Humanos mediante da Justiça.
 
Etonismo – ou melhor o meu trabalho – tem por função a consideração da Liberdade como modo tolerante que ignora a força. Baseia-se na razão – ou evidencia, etona – fazendo coesão das verdades pessoais (os três tratamentos de madeira, por exemplo). De facto, cada um é convicto daquilo que pensa sua verdade. E isso é a sua alma de modo que ninguém poderá realmente o tirar usando a força. Ora, nunca duas pessoas poderão ter idênticas convicções, o que leva duas verdades subjectivas a formar convencionalmente uma razão objectiva. Tal como três tratamentos antagónicos de madeira ou três tonalidades de cor diametralmente discordantes num mesmo canastro.
 
 
1.3.Os Cinco Cubanos
É verdade que cada nação seja soberana, regida consoante uma série de Leis específicas. Visto que cada sociedade é diferente da outra, existe obviamente milhares de Constituições tanto como Nações ou repúblicas soberanas. Portanto, é dever para o Ser Humano de pensar na concordância das Nações, senão quando o planeta será arrasada dum flagelo mortal expandido entre as pessoas, de sociedade para outra ou de continente para outro, não sobreviverá ninguém na face da terra.
 
Artista é logo a partida um Intelectual. Emile Zola é um exemplo de intelectual. Quando se tornou romancista, não foi tido ainda como um intelectual. Começou a assim ser considerado na altura que escreveu « J’Accuse » no «Affairede Dreyfus», onde afirmou a necessidade da verdade face a razão do Estado.
 
Arte não se limita apenas a denunciar os erros, atrocidades que se encontram na sociedade onde integra, mas sobretudo, o seu valor de Arte se revela onde ela sugere as soluções. Não lhe basta apenas coragem de denunciar os erros mas sobretudo a faculdade de sugerir as boas vias.
 
O caso dos Cubanos assim como tantos outros merecem a atenção para prevenção de uma crise irreparável que possa assolar a sociedade humana: insensibilidade humana no seu egoísmo. De facto, o egoísmo é natural para o ser vivo, mas é necessário civilizá-lo. Cada um possui a sua verdade, cada Estado tem as suas Legislações. A Natureza tem as suas Leis, o Cosmos também. Portanto, nos dois casos precedentes uma faz parte de outro via uma permissividade obrigatória para existência de ambos. O que leva a crer que cada Estado deverá usar essa permissividade para com outro relativamente as suas ocorrências variadas. Eis a razão da Diplomacia.
 
O Etonismo sugere que seja posta em evidência a indivisibilidade de três «realidades opostas». A Vida não se pode desligar a ninguém dado que é dom da Providência, e por isso devemos na filosofia de resolver a situação dos Cinco Cubanos e da toda Humanidade, admitir o ciclo típico: verdade, mentira e fantasia. Quantas verdades de outra vez se tornaram hoje mentiras ou quimeras? Ou ainda quantas mentiras antigas são hoje verdades irrevocáveis? Algumas ficções de Jules Vernes são hoje factos reais! Tudo é relativo. A realidade está condicionada a caducidade gerida pelo tempo/espaço. O que hoje é moderno tornar-se-á tradicional amanha e num futuro mais breve anacrónico e extemporâneo. Pois, Etonismo sugere que as três «realidades opostas» estejam tidas em conta para uma leitura mais abrangente e aceitável por competidores.
 
E relativamente aos Cinco Cubanos, Etonismo, por ser a luta contra a discriminação das ideias, de géneros, de religião, vem colocar em realce 1) as verdades desses Cubanos presos, 2) as verdades do Estado Federal Americano que lhes condenam, 3) e finalmente as verdades não abrangentes, ou verdades livres que não pertencem a nenhum dos dois. Qual será a convergência dessas verdades singulares? Pois é nesse âmbito que Etonismo propõe a solução.
 
Todas verdades assim como essas são regidas pelo egoísmo (de cada um). Esse se resume em procura do bem-estar, de bem viver, de bem governar, de manter o equilíbrio, etc. No entanto, essas verdades na sua diversidade só podem convergir no «bem de homem». E quando a terceira pessoa intervém, falar-se-á seguidamente de Direitos Humanos como ponto de encontro dessa dissemelhança. Sendo a vida um dom da Providência, os Cinco Cubanos são protegidos pelas próprias Leis que lhe condenam, tanto como pelo seu Governo. E a Ética parece elemento suporte para consciência humana (quer ela cubana, americana ou do livre observador) afim que a Vida desses condenados (assim côa acumulação de todos mo de tanto outros) não perdesse o valor divino que tem. Quer com isso dizer que devemos evitar que a consciência humana degrada do infortúnio para o caos continuando pois a guardar como relíquia a Vida Humana. Logo a Liberdade em primeiro lugar.
 
Porém, por detrás dessa tensão política etonismo ressalva a sacralidade jurídica. O homem deverá conscienciosamente salvar a sua vida numa participação activa ou passiva dos seus Direitos. O Direito natural precedeu o Direito Moderno baseado em princípios, na lei e na administração especializada da justiça. É estabelecido deliberadamente por acordos racionais e consituti um aparelho que regula as relações socias com meios jurídicos. Primando a Liberdade, a minha Arte é concebida como um aparelho participativo onde a opinião de todos entram em comunião com objectivo de respeito mútuo. Eis a razão de interagir as três tonalidades de cor ou três tratamentos de madeira… como imagem duma possibilidade favorável dos conflitos.
 
Quando oprimimos a Liberdade do nosso próximo, colocamos a nossa própria Liberdade em perigo, e quando a cultivamos melhor, garantimos a longevidade da nossa própria Vida. Que a consciência nos guia!
 
Luanda, ao 21 de Abril de 2006
 
Signatário: António Tomas Ana
Co-signatários: 33 outras individualidades.
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