ETONISMO MAL INTERPRETADO POR ALGUNS MONITORES DA ENAP
Patrício Batsîkama
A respeito a opinião de alguns «monitores» da Escola Média de Arte (EMAP) sobre o «etonismo» tal como publicado no Jornal de Angola do dia 01 de Agosto de 2006, observamos o seguinte: 1) eles confudem estilo e corrente dum lado, 2) ignoram a interatividade historico-filosófica do criticismo hoje em dia, além de 3) parecerem extratemporâneos a «Art nowaday».
O estilo deriva do latim «stilus» que significa «vareta». O termo chegou à designar a maneira de vestir, de jogar, de falar, de vida, pensar, etc. Com vessicitudes históticas, confundiu-se com o sentido grego – esse sendo sinónimo de corrrente – stylos, «coluna» e mais tarde com o «currente» latim nasceu o sentido de «série continuada ou sucessiva de coisas ou pessoas». Aliás, o «Universal Dictionnary of painting» ou as lexicografias Textos Editoras Universal definem: 1) expressionismo como «estilo» de pintura marcada pela expressividade interior; 2) impressionismo como «estilo» de pintura de paisagem com luz; 3) cubismo como «estilo» de pintura que destaca o desenho contra o impressionismo e o expressionismo pictórico; etc.
Assinalamos que essas definições são apenas norminais ou formais. Existem também definições filosóficas que não forami tido em conta para aqueles que «desacreditam» o etonismo. Não se trata de desacreditar. Não estamos numa Igreja onde se acredita. A ciência prova baseando na razão que à percepção de todos, prevalece. Que eles sistematizam os seus argumentos de forma realmente ciêntifica, isto seria louvável.
Se históricamente «estilo» e «corrente» são distinctas por aqueles que ainda são retardados, filosóficamente ambas foram sempre inter-pedendentes uma com outra. É lamentável que os «monitores» da ENAP não tenham consultado o dicionário antes de arrogar. Preocupante ainda será a formação são garantes. Ou talvez tratar-se-á de desformação?
Quando os monitores crêem que a filosofia do etonismo não é novidade, prefiro a Doutora Sandra P. Montardo lhes responder: «ecletismo como sincretismo de linguages, estílos, e códigos formais heterogênoes ão constituem elementos estéticos novos,... o novo está no desalojamento de qualquer sentido inetrior às linguagens» («Interatividade como acesso à obra de arte na época da imagem do mundo», p.3).
Completando, digamos que a noção de «criação» está balizada em filosofia: da mesma forma que homem gere homem, leão faz leão, zinguba dá zinguba, etc. a obra de arte – uma vez que se trata realmente de obra de arte – leva a personalidade do seu criador. Etonismo se justifique psicologica e grafologicamente a personalidade do Etona.
Coloca-se sempre a questão de disciplos. Dissemos que o eonismo tem discíplo e aderentes tais como nacionalmente Patrick Mawete, Paulino Benvendo, Toko, Silva, etc. que têm sua exposição colectiva para efeito (etonismo) num anteprojecto da Trienal em Agosto e em Novembro em Luanda. Internacionalmente, o etonismo está muito avançado. Dia 20 de Agosto, etonismo participa na Conferencia Mundial contra Discriminação e Racismo nos Estados Unidos de América (Kentucky) e nos Emirates Árabes em 27-30 de Agosto (Dubai). Caros monitores, não é por acaso! É porque existem etonistas internacionais, para além de mais uma centena de etonistas assinarem em conjunto um manifesto a favor da Liberdade dos Cincos Cubanos Presos nos Estados Unidos. Quem quizer saber pode se informar. É só pedir!
A escola já tem grandes debilidades. A sua desacredibilidade, por exemplo tal como me parecem confirmar os seus «monitores». Evitemos isso e vamos ao debate reconstruindo. E volto a convidar os caros monitores da EMAP e alguns professores (que são agregados ao ensino médio) da mesma instituição a participar na palestra do Etona a ter lugar dia 09 de Agosto de 2006. «O mais inteligente é aquele aprende todos dias»! Ninguém sabe tudo, todos nós aprendemos!