Etonismo parisiense
M. J. OLIVE, Paris
(Resumo)
Ao derivar Etonismo de etona que significa «razão», volta-se as origens da filosofia, sendo a razao trifacial: «a minha», «a sua» e «a dele». Pois etonismo baseia-se nessas três dimensões: na pintura temos «matise fria», «matise quente» e «cinzenta»; na escultura, porém, temos o tratamento liso, bruto e acidental: caractreristicas daquilo que Batsikama chama etonismo.
A função da arte é a coaliscência indefinida na sua generaliade, e o discurso escultórico e leitura pictórica etonistas convergem a «razão trifacial», sendo uma demarche consciente, tal como sustenta-se nos séculos XXI, a estética pos-Hegeliana. O que obviamente é prova de que os Africanos estão a entrar na mondialisazão de forma decisiva e conciente já com propostas estruturadas. Sem perder de vista que a «estética» permanece ainda como ciência normativa, vou tentar resumir a «filosofia da razão», tal como é apresentada pelo seu teorico.
A propósta de «etonismo» na filosofia de arte é antes de mais corajosa, não somente da forma que é apresentada mas sobretudo, aparece como obra prima no renascimento estetico de Africa.
Etonismo se confunde com o apelido do artísta cuja obra constitui a base das linhas de pensar. Logo, dá sequência a inconveniência dos outros (artístas) que aparentemente se vêem excluidos. A estroinice científica permete ao jovem filósofo de empregar qualquer nome uma vez que o «objectivo» da investigação é «classificar». Portanto, devem, em paralelo, os artistas entender melhor as intensões científicas e distinguí-las das intensões subjectivas. Daí, o projecto «etonismo» terá mais força. Doutra forma, vai depender da insistência do filósofo, actuando nos meios universitários onde, a experiência me incita dizê-lo, ele terá mais facilidade de provar com maior consonância a sua «intensão científica» sem prejuizo no professionalismo dos artistas. No mundo parisiense onde a liberdade de expressão é sempre bem vinda, tal proposta é abraçada imediatamente ao passo que se fundamenta a razão tricafial polinomial que, aliás, caracterisa o valor francês contemporâneo, herdado do iluminismo.
Decidamente, etonismo – tendo a arte como motivo de especulação – interessa o intelectual parisiense e vem, por exemplo em momento oportuno, identificar os «lapsos políticos» na linha política que Le Pen adoptou na sua propaganda. Etonismo desmacara as suas intensões cabales: será que Le Pen intenciona sem o querer directamente desnortear a herânça que os «Gauleses» através de tantos séculos selaram: (Egualdade), Liberdade, Fraternidade. É evidente que a dinâmica faça-nos mudar de «moeurs». Portanto, de que lado poderemos ir? A França pertence aos francês, pois quem é francês? O frances e por natureza um imigrante numa fusão oriunda de três grupos diferentes; uma hibridação de três psikê (espiritos); uma coalição de três diversificações cujo objectivo seria desvolumunar as tensões epistemológicas do empiriocriticismo. Eis uma releitura simplista do etonismo sobre a sociedade que o candidato maioritario desenha para nos.
Não considero o etonismo como simples filosofia artística. Quem defende os direitos do Homem passa logo na cena politica, activa ou passivamente. E nesse ponto, creio eu, etonismo vem posar os fundamentos semioticos da verdadeira sociedade universal democrática, fazendo convergência a divergência das democracias americanas e francêsa. A experiência de Angola subjectivado em António Etona evidencie-o. Dai considero-o um engajamento.
O evangelho do etonismo precisa dos crentes para verdaderamente criar a estrutura da paz em Angola mesmo para aqueles que vivem em Franca. Será o Angolano preparado para encarrar essa filosofia? Qualquer seja a «testemunho factual», o destino etonismo é logo a partida e abertamente ameaçado dum lado pelas resistências politicas e económicas dado que sobresai dum simples filósofo apolítico contra a estrutura dum sistema enraizado. Portanto, do outro lado substancialmente é a essência da estabilidade espiritual do Angolano para criação duma Nação que depois de falhar nos anos 75, tendo declinado ainda mais depois de 92 tem a sua chance na “reussite” de sua “mise en place”. Nesse sentido, etonismo passa a ser um «affaire» dos sociologos, tal como a França depois da Grande Guerra.