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Dia de Africa

 

DIA DE AFRICA
Das minhas investigações o termo «África» não pertence a nenhuma língua Africana! Africa foi o continente que mais sofreu a Escravatura! Também foi onde a Colonização não foi bem vencida! Enquanto os Chineses não deixaram as suas caligrafias, enquanto os Coreanos guardaram as suas culturas, … Africa parece não recuperar tantas coisas. Quantos computadores existem em línguas Africanas? Quantas invenções medicinais valorizam as culturas Africanas?
 
O termo «Africa» significa «sem frio», «país de grandes calores» até «inferno». Ora seu habitante – chamado NEGRO pelos Agentes da Colonização – quer dizer «tipo de macaco», animal, até demónio. Será o Africano «animal»? Bem que foi uma suposição dos Agentes da Colonização, o próprio Africano – vulgo NEGRO – parece o confirmar. Vejamos bem. A instalação é de origem Africana. Portanto, quando eram os Africanos a faze-la, foi chamada de FEITIÇO, QUIMBANDERICES, etc. E hoje a modalidade artística instalação clássica é universalmente aceite e o Africano a reproduz nos seus afazeres. O Cubismo foi inspirado a partir de mascaras, arte parietal, ritos e cerimonias Africanos. Onde estavam os Africanos para inventa-lo? E onde estão para inventar outras coisas partindo do seu acervo ainda «virgem»? Dai, o próprio Africano dá intenção de que não inventa e está condenado a viver e consumir aquilo que vem de fora.
 
É preciso determinação. É preciso personalidade. É preciso definição. Doutra forma, nada fazemos por essa Africa. Africa que outra vez foi chamada «Mãe dos Monstros», o que podemos e devemos fazer para limpar essa imagem? Negro que foi tido como macaco, como podemos e devemos inverter essa representação? As palavras já não servem. Vamos aos actos. É preciso criar e fazer aceitar as nossas criações via inteligência! É preciso conservar a nossa identidade, não como foi-nos ditada, pois como queremos que ela seja! É preciso modelar o nosso espírito adaptado a contemporaneidade e enfrentar os desafios actuais! Por isso precisamos dos pensadores dum lado e dos activistas de outro.
 
Quando se chega ao dia do seu aniversário, o homem normal se preocupa a festejar cobrando prendas. O homem inteligente portanto faz balanço e programa a minimizar as suas dificuldades nos anos vindouros. Ora bem, quais são os pontos negativos que África deverá superar nos tempos vindouros? Onde foi a falha? Quais serão os novos princípios, métodos, linhas de vanguarda para os novos desafios? As prioridades? Como lidar afirmativamente com a turbulência que o mundo inteiro está afectado: globalização? Enquanto aos pontos positivos, como os cimentar, melhorar e amplificar? Estratégias eficazes?...
 
Não é necessário mudar de nome, seria uma asneira e oas espectador vão rir de nós. América por exemplo, deriva de Américo Vespuce, mas não necessitou de mudar o nome para o seu desenvolvimento. É preciso mudar o pensar, reorganiza-lo e projecta-lo com coragem e determinação afim de erigir o nosso continente tendo em conta os desafios de actualidade.
 
«Zibula meso», abramos as vistas!!!

 

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